domingo, 15 de março de 2009

Redescoberta

Algo esta muito diferente em mim. Não sei quando começaram as mudanças, talvez esteja em curso há muito tempo e agora está se concretizando. Seja como for, gosto do que está acontecendo. São sábios os chineses, que acreditam em ciclos de 12 anos, como períodos de auge em nossas vidas. Estou completando um desses ciclos, finalizando o periodo da maturidade para iniciar aquele que me levará ao envelhecimento. É gostoso perceber outras dimensões do tempo. Ele corre mais devagar agora.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Não chore por mim...

quem acompanha minha vida, sabe que adoro viajar e que andei por Buenos Aires esses dias. Junto com Raul, fui ao show da Madonna no River Plate e aproveitei para passear tres dias pela capital portenha. Amamos! Fez lindos dias de sol e havia muita gente na rua!
O show foi "bárbaro" como eles costumam dizer. Não gostei da primeira parte: Madonna dança demais e canta de menos, há muita "pirotecnia", gente que pula e salta o tempo todo, luzes, imagens em grandes telões, uma coisa muito eletrônica. Aos poucos, o show vai ganhando um astral mais gostoso; lá pela metade fica quase "intimista" para um gran finale bem à lá Madonna. Não posso deixar de dizer que senti uma certa inveja da alegria dos argentinos quando ela cantou dont cry for me Argentina. Apaixonados por Evita, por sua história e sua terra (claro, nao podia ser diferente), nossos vizinhos mais amados e odiados quase entraram em comunhao nessa hora. Belo momento. Também é preciso dizer que, a parte meu gosto pessoal,o espetáculo visual é realmente impressionante: os telões móveis, em telas de LED, produzem efeitos impressionantes; o de maior magia, é quando ele surge de dentro de um círculo holográfico, acompanhada de um piano, na canção...

Impressões sobre a cidade

Não tenho tempo de descrever tudo agora, mas preciso registrar algumas impressões, como ajuda para novos aventureiros pela capital argentina:

1) essa é velha, mas válida: cuidado com os taxistas - um deles tentou trocar minha nota de 100 pesos por uma de 5!! ande de ônibus e metrô. São eficientes e fáceis!!

2) nao tenha medo de pedir "chourizo": é um tipo de bife alto, com um pouco de gordura, e bem saboroso!

3) Não compre nada em La Boca que possa ser comprado em lojas e super na cidade. Tudo lá é mais caro. Mas visite a loja de peles da Patrícia. Se voce, como eu, tem sonhos de novo rico e morre de vontade de usar uma pele, vai ficar de boa aberta lá...

4) Cuidado ao chegar em La Boca: fomos de ônibus e descemos num lugar feio, cheio de chorros (ladrões). O Raul queria pegar um taxi e sumir; foi um custo convencê-lo a ficar. Mas nao tenha receio. Vá e curta. O lugar é muito divertido. Fomos no sábado e vimos vários casais dançarinos de tango. Aliás, lá voce vê de graça e pode poupar os 80 dólares que cobram por show de tango nas casas tradicionais da cidade. Eu nao fui e nao me arrependi.

5) Arrependi sim do tal Cafe Tortoni. Realmente é lindo. Entre, aprecie e tome café no bar da esquina. Lá, te cobrarão 2 pesos por um minicubo de manteiga...

6) Mas vale gastar uns dolares a mais nos outlet que ficam no cruzamento da Córdoba com a Scalabrini Ortiz. São ótimos e vende marcas que por aqui custam pequenas fortunas. Ali mesmo, siga em direção a Praça Serrano, indo pela Malabia. Voce vai ver dezenas de lojinhas lindas pela caminho e no final encontrar restaurantes e bares que são o máximo: chamam ali de Palermo Soho e Palermo Hollywood. Fácil entender o porquê;

7) Sim, por falar em bar, esqueça a tal Quilmes...horrorosa. O pior é que uma caneca de chope Brahma pode custar nove pesos e a garrafa 24! (acredita?) Ou seja, custa caro para ficar bêbado lá...uma opção é a Buldweiser (assim que escreve?); é boa, se be que nao lembro o preço.

8)Aprenda a ler mapas e ande à pé. Vale a pena. A cidade é plana, sinalizada, nao tem polícia nas ruas, mas também nao parece violenta;

9) Se você é mulher, pode estranhar ou adorar os argentinos. Eles nos olham com intensidade, de cima abaixo, sem constrangimento. Eu, particularmente, me senti! E, melhor, eles podem ter qualquer idade entre 14 e 70 anos!

10) E, se você é homem, se prepare também: nao achei as argentinas grande coisa. Em compensação, hay muchos, mas muchos gatos em todas as partes. Cada um mais gato que o outro. Ra ra rá!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Novos blogs, novo ânimo

Faz tempo que nao escrevo. Os posts ficam só na minha cabeça, enquanto estou parada no trânsito, ou em breves insights, como no dia que vi uma velha igreja da minha cidade, restaurada, pintada de branco e azul, linda! Um prédio horroroso que a impedia de ser vista foi demolido e a igrejinha ressurgiu, singela e imponente, no canto da praça.
Tenho vontade de escrever sobre muitas outras coisas, como das aulas com o professora Ciro Marcondes, mas nem mesmo o entusiasmo com as aulas me faz parar e vir aqui postar.
Só mesmo o "empurrãozinho" das aulas de blog. Acho que gosto mais de ensinar que fazer. É legal ver o nascimento dos blogs dos alunos e - mesmo que breve - desenvolvimento.
É fácil ensinar a fazer blog, afinal, as ferramentos são fáceis de usar. Os conceitos também estão todos ai, ou, aqui mesmo, na internet. Difícil é fazê-los gostar da tarefa.
Mas, a brincadeira é meio contagiante. Outro dia veio uma aluna dizer que se sentiu "poderosa" quando viu suas idéias indo pro ar, por meio do blog.
Essa forma de publicação é atraente, pedagógica, um estímulo a criatividade.
Até a minha, meio adormecida, parece querer ressurgir.

domingo, 6 de abril de 2008

Parece que dei um "nó"...

O professor disse, mais tarde, que a discussão que encerrou a nossa última aula criou um "nó".

Fui um pouco responsável. Já estávamos no finalzinho da aula e eu tinha ficado todo o tempo com aquela pergunta na cabeça, daí formulei, formulei (tudo mentalmente) e quando a aula ja ia acabar, tive coragem de falar.

Sim. Preciso de coragem para expor idéias na aula do professor Ciro Marcondes. Primeiro, porque estou querendo que ele me conheça, segundo porque já percebi que o grupo é heterogêneo (nem todos são jornalistas) e, alguns em especial, me parecem muito bem preparados.

Mas, me enchi de coragem e falei. A minha questão central era: será que existe emoções diferentes, que devem ser "categorizadas" ou que exigem um trabalho pessoal de discernimento sobre elas?

Explico: como ja falei no ultimo post, o professor Ciro trabalha na construção de uma teoria -- cujas raízes estão na obra Em busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust -- que sugere que a Comunicação se dá quando a mensagem atinge o outro e provoca neste outro uma transformação, faz com que ele "transcenda". É como ouvir uma música ou apreciar uma pintura e entender, meio que subitamente, o sentido das coisas.

Achei isso maravilhoso. Surpreendente.

Uma teoria (para mim ainda uma idéia) que me encanta, porque tenho uma natureza extremamente suscetível, capaz de abarcar um sem número de emoções e me sensibilizar com todas elas.

Pois bem. A questão que formulei, no entanto, segue uma linha contrária a esse raciocínio: tempos atrás escrevi um artigo que chamei de "Choro gratuito: a violência no telejornalismo brasileiro". Nele, defendia que os telejornais produzem muita emoção e pouca informação. Conduzem às lágrimas, mas falham na função central do Jornalismo que é informar e agir como meio transformador da realidade.

Diante dessa idéia, em boa parte inspirada em textos do próprio professor Ciro (no livro a Saga das Cães Perdidos), surgiu então a questão que ele chamou de "nó".

Se antes se afirmava que as lágrimas produzidas por algumas reportagens de TV eram "inócuas" porque emocionavam sem informar, como agora podemos compreender que a comunicação se efetive justamente quando ela é capaz de emocionar?

Depois de alguma discussão entre o grupo, fomos informados por email que professor vai reunir cinco alunos, num horário especial, para desfazer "o nó da ultima aula"...

Espero estar entre eles!

Dou mais notícias depois da proxima aula.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Comunicação e Emoção

A semana que passou foi de agradáveis surpresas e pequenas conquistas. Como a vida sempre me contemplou com alguns poucos momentos felizes, recebo certos acontecimentos com grande alegria e acredito que são eles que me ajudam a atingir objetivos não tão curtos. São coisas que vão pontuando minha vida e meio pouco a pouco me levando para onde desejo ir.

Sobre as surpresas, estas vão ficar no campo da intimidade. Sobre as conquistas, desejo compartilhar.

Fui aceita como aluna ouvinte numa disciplina do professor Ciro Marcondes Filho, um “bam bam bam” da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP. Li alguns dos seus livros e acho que é possível afirmar que ele seja um dos brasileiros mais respeitados nos estudos de comunicação. Na proposta do curso, está justamente o desenvolvimento de uma nova (ou novas) teorias que tentem explicar as “angústias” dos pesquisadores sobre os problemas da Comunicação.

Tenho especial interesse em conhecer o que o professor tem a propor. Quero continuar meus estudos – voltados para a televisão – mas há algum tempo estou atrás de idéias e autores que me ajudem a abrir um caminho de pesquisa. Com pouco sucesso.

Pelo que entendi, neste curso em especial, o professor Ciro vai buscar em Proust uma referencia para propor algo novo no nosso campo de atuação. Nunca li Proust, mas senti de imediato que não terei dificuldades de mergulhar neste universo.

No esboço das idéias, parece tratar-se do estudo de uma forma de comunicação que se realiza na Densidade. A maneira como Proust vê a arte, se aplicaria à comunicação: a arte o antídoto contra a mediocridade, a futilidade, o vazio e a falta de valor.

Isso me soa tão bem: a possibilidade de usar a arte – que compreende entre seus elementos a sensibilidade, o humor, os sentidos – como caminho para despertar a emoção e emoção como possibilidade de penetrar no outro! Ainda não sei do que se trata realmente, mas é algo como “comunicação igual a emoção”. Nunca li Proust, mas sempre pensei que deveria ser assim.

Rolou entusiasmo (única coisa que me faz ter vontade de escrever)!

E, de quebra, teve aquela surpresa....

sábado, 19 de janeiro de 2008

Já estou em Madrid. Ate agora nao vi nada demais, exceto o sol, maravilhoso. Paris estava muito fria, o ceu sempre encoberto e o chao sempre molhado. No comeco estranhei. Pensava: sera que enquanto entrei na loja choveu e eu nao vi? depois fui percebendo que o chao nao seca nunca, sei lá, nao entendio direito.

Só sei que a cidade é realmente maravilhosa. Visitei o Museu do Lovre, entre outras atracoes, como a Catedral de Notre Dame e a Torre Eiffel, claro.

O museu è impressionante. Na verdade nem prestei tanta atencao às obras, mas ao prédio em si. Jamais vi algo tao monumental. Claro, vi a Monalisa. Ela esta no centro de uma sala enorme, muito clara, e a sua moldura é uma enorme parede de marmore. Um vidro grosso protege a tela e depois ainda tem dois circulos de madeira em torno, evitando a aproximacao das pessoas.

A Simone nao entende porque ela é tao famosa. De fato, parece haver quadros mais bonitos, mas por alguma razao misteriosa é impossível se ver diante da tela sem um sentimento de respeito e admiracao.

Toda a estrutura do museu é muito impressionante, assim como tudo o mais na cidade: é fácil andar de metrô, pegar ônibus e, ao contrario do que todos falam, os franceses sao cordiais e nao se importam em dar informacao, em qualquer idioma: frances, ingles ou espanhol. Muitos falam em inglês e dá pra entender tudo numa boa. Mas, do que gostei mesmo foi de ser recebida com um " bom jour madame!". Achei demais!!!

Agora estou em Madrid, como disse antes, e ainda nao vi nada demais. Exceto que o metro tbem é muito eficiente e rápido. Estou bem no coracao da cidade, na Gran Via, proximidades da Puerta del Sol. Como em todas as outras capitais que visitei, tem muita, mas muita gente na rua. Que coisa!! É um povaréu que nao acaba mais. E as lojas estao cheias, sempre cheias. Aprendi todas as palavras que significam "liquidacao". Acabei de esquecer em francês, mas em espanhol é "rebaijas". Alucinante.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Sobre Lisboa, Barcelona e Milao

Adorei a cidade de Barcelona. E cheia de atrativos, de lugares lindos, respira arte e cultura. Nao pude visitar alguns museus famosos que tem la, com obras do Gaudi, Picasso e Juan Miro, ms eles emprestaram tanta inspiracao para a cultura local, que e possivel perceber as marcas desses artistas em muitos lugares.

O bairro gotico e uma coisa incrivel, cheia de ruas estreitas e predios seculares. Parece uma viagem no tempo. Portugal e antiga tambem, mas nao tem o mesmo astral. E la ficou um pouco mais baixo astral por causa do cancelamento do rally. Que decepcao para todos!! Nossos primos ficaram muito abatidos e tiveram um grande prejuizo. Se disse que foi uma ameaca feita diretamente a organizacao do rally pela Al Qaeda....

Depois de Barcelona viemos para Italia. Visitei brevemente a cidade de Bergamo, lindinha, mas acabamos nem ficando por la. Tomamos uma multa de 70 euros por parar o carro num lugar errado...depois fomos para Veneza. Poxa!! que lugar incrivel, uma coisa indescritivel mesmo.... nao consigo imaginar como conseguiram construir uma cidade sobre o mar.

Em muitos canais, nao se anda a pe. Apenas de barco. E as gondolas??? Sao uma coisa de sonho...A praça San Marco è outro monumento historico e ate os pombos sao treinados para receber os turistas. Por um euro vc compra uma comidinha que faz com que eles voem sobre voce....

Por aqui, em todos os lugares, tem muita gente na rua, o tempo todo. Impressionante... deve ser por isso que a TV è tao ruim. Ninguem ve, ninguem para em casa.

Ontem, domingo, saimos para nadar nas ruas de Milao. Nos arredores do Duomo, o lugar mais famoso daqui. Em volta da Igreja existe um tal quadrilatero do ouro. Fui la ver porque tem esse nome. Cara.... em 10 minutois vi duas Ferrari na rua. Tem lojas com casacos que custam 30 mil euros e bolsas que custam 10 mil euros!!

E, mesmo assim, fervia de gente. Gente muito chique, emcapotada, e com muita, mas muita grana...

Fiquei com vergonha do meu casaquinho de malha e entrei numa loja e comprei um casaco de aparencia melhor. Por sorte, tinha tbem umas lojas mais baratas e achei um por 29 euros...

A comida è muito boa, vc ia gostar da pizza e de outras pastas (macarrao).

A Simone ta enlouquecida: comprando feito uma doida. A vo so come coisas de supermmercado e as duas amigas olham sempre o preço antes de tudo.

Eu fico no meio termo. Nao esbanjo, mas tbem nao deixo de aproveitar umas coisas boas.

Na verdade, estou meio resfriada, com tosse e dor de ouvido. Fiquei pior no dia que fomos numa estaçao de esqui. Nunca vi nada tao lindo!!!

Montanhas e montanhas de neve, tudo branquinho, fofo de pisar, lindo, lindo.

Quero voltar para ca. Aprendi muitas coisas! Andar de metro, pedir comida. Eu me comunico muito bem em todos os lugares!! apesar de nao entender algumas coisas, como placas de transito...hehehe